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Pequenos empresários que atuam no ramo de engenharia falam dos resultados alcançados depois da obtenção de certificações como ISO 9001


Em 2009, após trabalhar alguns anos em uma construtora, Simone Queiroz decidiu empreender em parceria com o marido, que é engenheiro. “Fundamos a Construtora Garra. Começamos fazendo reformas. Tínhamos dois funcionários no escritório e três nas obras.”
Ela afirma que desde o início sabiam da importância de obter a certificação da Norma ISO 9001, de gestão da qualidade, e o certificado do Programa Brasileiro da Qualidade e Produtividade do Habitat (PBQP-H). “Quem atua no ramo da construção civil e quer conquistar obras públicas, precisa ter os dois selos.”
Simone diz que em 2010 eles obtiveram as certificações. “No início, foi um pouco complicado envolver a equipe na cultura da qualidade. Depois da fase inicial, foi muito bom. Melhoramos a qualidade dos produtos, aumentamos a produtividade e a lucratividade, porque reduzimos o retrabalho, o desperdício e o custo das obras. Além disso, conquistamos o reconhecimento dos clientes ao entregar um resultado final melhor.”
Simone afirma que a dinâmica de trabalho evoluiu e hoje, além de reformas, a Garra constrói casas e prédios e faz obras públicas. “Estamos construindo duas escolas, uma unidade básica de saúde (UBS) e a reforma e ampliação de um hospital.”
A diretora conta que, atualmente, a empresa tem 30 funcionários. “Estamos tocando obras pequenas. No início do ano, tínhamos 100 pessoas. Neste ano, não podemos falar em crescimento, mas 2014 foi maravilhoso. Dobramos o faturamento porque conseguimos obras maiores”, diz.
Ser uma empresa certificada dentro das normas que regem o setor de atuação é importante para fechar novos negócios. A diretora de franquias da AGQ, empresa de consultoria, treinamento, auditoria e assessoria com foco em sistemas de gestão, Ana Carla Campos, afirma que um dos passos da implementação do sistema de gestão é a medição constante dos índices da operação.
“Dentro desse processo é possível identificar o que deve ser melhorado, onde está havendo desperdício de custo e de tempo, e passar a operar de forma a otimizar o trabalho.”
Diretor da Damata Engenharia, Diego Augusto da Mata conta que o negócio foi criado em 2001 e somente nove anos depois começou a pensar em certificação. “Mas não pensava na ISO 9001 com o objetivo de obter melhoria na organização da empresa, mas como oportunidade de participar de licitação de obras públicas, como o Minha Casa Minha Vida”, diz.



Na época, fazia pós-graduação e discutiu o assunto com um professor. “Ele prestava consultoria nessa área e nos deu um orçamento. Como a empresa era muito pequena, ficamos com medo de fazer o investimento e não ter retorno.”
A coragem veio em 2011, quando deram início ao processo de certificação. “Em abril de 2012 passamos por auditoria e obtivemos a ISO 9001 e a PBQP-H.”
Segundo ele, no decorrer do processo percebeu que a certificação era, na verdade, uma forma de melhorar a empresa e a organização de seus procedimentos.
“Um negócio certificado passa a ser olhado como detentor de mais know-how. Antes, não tínhamos procedimentos de política de qualidade, missão, visão e valores da empresa. Abraçamos a causa com o intuito de fazer o negócio evoluir.”
Hoje, três anos depois, a Damata tem, por exemplo, procedimentos para o pedreiro executar alvenaria e para o carpinteiro fazer um telhado. “Temos um responsável na obra que verifica se o serviço obedece os parâmetros.”
A construtora também adotou novos documentos como ‘termo de recebimento de obra’ e ‘termo de vistoria’, que são assinados pelo cliente no ato da entrega do serviço. “Assim, tudo fica documentado. Também temos procedimento de atendimento na recepção e para recebimento de reclamação.”
Desde 2013, a Damata participa do Minha Casa Minha Vida. “Hoje, o volume de serviços públicos representa 80% dos negócios. Sem a crise, estaríamos com oito obras. Mas estamos com três, suficientes manter a empresa com os seus 78 funcionários diretos.”
O diretor afirma que evita trabalhar com terceirizados justamente para manter a qualidade dos processos. “Recentemente criamos, por nossa conta, sistema de controle de utilização de frota e de uso de ferramentas. Ter procedimentos facilita o trabalho e evita gastos. O valor investido na certificação é infinitamente menor que o valor agregado a empresa.”
Fundada em 1986, a Engeclam Engenharia, de Eduardo Moreira, obteve as certificações em 2005. “Não me aventurei a escrever os procedimentos sem que a empresa tivesse condições de aplicar. Passei cinco anos produzindo as instruções de trabalho e testando tudo.”



Moreira afirma que a certificação dá condições para a empresa se programar. “De 2000 para cá, a empresa triplicou de tamanho. Hoje, tenho uma média empresa que não faz obras públicas, só particulares. Trabalho com um público muito exigente. Com o tempo, a Engeclam passou a ser reconhecida e recebeu prêmio de excelência industrial. Ganhei porque comprovei ser possível um pequeno empresário conseguir produzir em escala industrial usando métodos construtivos com eficiência e qualidade”, afirma.
PARA DIFUNDIR O CONCEITO, MARCA VIRA FRANQUIA
undada em 2005, a AGQ Brasil nasceu com o objetivo de difundir entre pequenas e médias empresas os conhecimentos relacionados a gestão da qualidade e seus processos, que tornam as operações mais eficientes.
O fundador da consultoria, Evandro Ribeiro, diz que a ISO 9001 é uma norma mundial que surgiu em 1987 e passou por algumas atualizações, a última em 2008. “A norma promove a implantação de processos dentro das empresas com o objetivo de aumentar a satisfação do cliente e produzir melhorias na própria empresa.”
Na prática, o que melhora? Segundo ele, ocorre a redução do desperdício, porque a empresa certificada passa a fazer o controle de tempo e de materiais. “Também ocorre o aumento da produtividade. Pessoas bem treinadas aumentam a produção, impulsionando o crescimento do negócio.”
Ribeiro afirma que algumas empresas exibem a certificação como estratégia de marketing. “Esse aspecto pode e deve ser explorado, afinal, ser certificado por uma norma mundial prova ao mercado que a marca tem um diferencial.”



Segundo ele, órgãos federais, estaduais e municipais, além de algumas empresas privadas, exigem de seus fornecedores a certificação como pré-requisito. “É a chamada certificação compulsória. A ISO abre as portas para o mercado nacional e internacional”, destaca.
O empresário diz que a AGQ presta consultoria às pequenas e médias empresas para que obtenham as certificações. “Esse é o nosso público-alvo, já que os negócios de grande porte têm departamentos próprios para cuidar das certificações e programas de qualidade. Essas empresas investem pesado nisso e as pequenas e médias não têm condições de montar essa estrutura”, afirma.
Ribeiro conta que já atendeu um empreendimento no qual, além do dono, havia apenas um funcionário. “Não importa o tamanho do negócio, as diretrizes da qualidade podem ser adotadas por empresas de qualquer porte. Hoje, apenas uma a cada 850 empresas tem certificação no Brasil.”
Após obter a certificação, o consultor afirma que todas conseguem melhorar o desempenho. “Mas algumas atingem desempenho magnífico. Tenho clientes que após três anos de certificação transformaram a empresa em uma potência. Ao organizar os processos, tudo passa a funcionar de forma azeitada e os cronogramas são cumpridos no prazo. Não tem como dar errado”, avalia.
Neste momento de crise, Ribeiro diz que existem dois grupos de empresários. “Tem aqueles que consideram a qualidade uma despesa e estão cortando o processo de certificação. Outros, estão apostando nela como diferencial em relação aos demais. Depende do ponto de vista.”
O consultor conta que desde 2012 a AGQ virou franqueadora. “Somos a primeira franquia de consultoria. Eu estava muito preso viajando para pontos distantes do Brasil. A franquia foi uma solução. Ganho menos, mas ganho em escala.”
Para ser um franqueado, o investimento fica entre R$ 20 mil e R$ 50 mil.
Empresa de engenharia florestal contrata 80 pessoas em dois anos
Especializada em inventário florestal, a Inventar GMB, instalada em Lavras (MG), foi fundada em 2006 e obteve a certificação ISO 9001, voltada à gestão da qualidade, em 2010.
“Posteriormente, em 2012, obtivemos a ISO 14001, de gestão ambiental, que orienta o desenvolvimento e práticas de metas ambientalmente sustentáveis, importantes para uma empresa de engenharia florestal”, diz o diretor, Tiago Moreira.
Segundo ele, conquistar as certificações foi fácil pelo fato de a empresa ser pequena. “Tínhamos 12 funcionários e dois clientes. Não tivemos muitas dificuldades justamente por isso. Outro fato que nos ajudou foi o de já seguirmos padrões estabelecidos por nossos clientes, porém, nada era documentando.”

Moreira afirma que a partir da certificação a empresa criou procedimentos operacionais, de gestão da qualidade, e tudo passou a ser documentado. “Isso agregou muita eficiência ao negócio. Não tínhamos, por exemplo, um cadastro adequado e a ISO 9001 exige qualificação de fornecedores.”



O diretor afirma que a Iventar passou a ter critérios para a escolha dos fornecedores, ação que impede que as atividades parem por atraso na entrega de material. Ele diz que os procedimentos preconizados pela certificação passaram a fazer parte do dia a dia dos funcionários.
“Hoje, estamos com 90 colaboradores. Crescemos muito a partir de 2013, depois de complementamos o processo de certificação com a ISO 14001. Por trabalharmos com engenharia florestal, nosso negócio está ligado diretamente com questões ambientais. Ter certificação é um dos requisitos exigidos por nossos clientes.”
Segundo ele, fazer um inventário florestal implica em quantificar e avaliar a qualidade da floresta. “Inventariamos as florestas a partir do sexto mês após o plantio, até o momento do corte, que ocorre em cerca de cinco anos. A avaliação qualitativa é para verificar se não está ocorrendo ataque de pragas e se o crescimento das árvores está dentro do previsto”, explica.
Moreira conta que a madeira das florestas monitoradas pela Inventar são usadas na produção de celulose ou para produzir carvão utilizado por siderúrgicas. “Minas Gerais tem muitas siderúrgicas e todas estão sendo muito afetadas pela crise econômica. Felizmente, o segmento de celulose está ótimo. Hoje, clientes desse segmento demandam 80% dos serviços. Atendemos clientes do Espírito Santo e Bahia.”
Fonte: Estadão
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