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Sábado, 28 Novembro 2015 10:18

ISO 22322:2015

Importante lembrar que existe uma norma, a ISO 22322:2015, que trata da Segurança Social – Gerenciamento de Emergências – Guia para Alertas Públicos.
Ela provê diretrizes para o desenvolvimento, gestão e implementação de alertas públicos antes, durante e depois da ocorrência de incidentes.
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Pequenos empresários que atuam no ramo de engenharia falam dos resultados alcançados depois da obtenção de certificações como ISO 9001


Em 2009, após trabalhar alguns anos em uma construtora, Simone Queiroz decidiu empreender em parceria com o marido, que é engenheiro. “Fundamos a Construtora Garra. Começamos fazendo reformas. Tínhamos dois funcionários no escritório e três nas obras.”
Ela afirma que desde o início sabiam da importância de obter a certificação da Norma ISO 9001, de gestão da qualidade, e o certificado do Programa Brasileiro da Qualidade e Produtividade do Habitat (PBQP-H). “Quem atua no ramo da construção civil e quer conquistar obras públicas, precisa ter os dois selos.”
Simone diz que em 2010 eles obtiveram as certificações. “No início, foi um pouco complicado envolver a equipe na cultura da qualidade. Depois da fase inicial, foi muito bom. Melhoramos a qualidade dos produtos, aumentamos a produtividade e a lucratividade, porque reduzimos o retrabalho, o desperdício e o custo das obras. Além disso, conquistamos o reconhecimento dos clientes ao entregar um resultado final melhor.”
Simone afirma que a dinâmica de trabalho evoluiu e hoje, além de reformas, a Garra constrói casas e prédios e faz obras públicas. “Estamos construindo duas escolas, uma unidade básica de saúde (UBS) e a reforma e ampliação de um hospital.”
A diretora conta que, atualmente, a empresa tem 30 funcionários. “Estamos tocando obras pequenas. No início do ano, tínhamos 100 pessoas. Neste ano, não podemos falar em crescimento, mas 2014 foi maravilhoso. Dobramos o faturamento porque conseguimos obras maiores”, diz.
Ser uma empresa certificada dentro das normas que regem o setor de atuação é importante para fechar novos negócios. A diretora de franquias da AGQ, empresa de consultoria, treinamento, auditoria e assessoria com foco em sistemas de gestão, Ana Carla Campos, afirma que um dos passos da implementação do sistema de gestão é a medição constante dos índices da operação.
“Dentro desse processo é possível identificar o que deve ser melhorado, onde está havendo desperdício de custo e de tempo, e passar a operar de forma a otimizar o trabalho.”
Diretor da Damata Engenharia, Diego Augusto da Mata conta que o negócio foi criado em 2001 e somente nove anos depois começou a pensar em certificação. “Mas não pensava na ISO 9001 com o objetivo de obter melhoria na organização da empresa, mas como oportunidade de participar de licitação de obras públicas, como o Minha Casa Minha Vida”, diz.



Na época, fazia pós-graduação e discutiu o assunto com um professor. “Ele prestava consultoria nessa área e nos deu um orçamento. Como a empresa era muito pequena, ficamos com medo de fazer o investimento e não ter retorno.”
A coragem veio em 2011, quando deram início ao processo de certificação. “Em abril de 2012 passamos por auditoria e obtivemos a ISO 9001 e a PBQP-H.”
Segundo ele, no decorrer do processo percebeu que a certificação era, na verdade, uma forma de melhorar a empresa e a organização de seus procedimentos.
“Um negócio certificado passa a ser olhado como detentor de mais know-how. Antes, não tínhamos procedimentos de política de qualidade, missão, visão e valores da empresa. Abraçamos a causa com o intuito de fazer o negócio evoluir.”
Hoje, três anos depois, a Damata tem, por exemplo, procedimentos para o pedreiro executar alvenaria e para o carpinteiro fazer um telhado. “Temos um responsável na obra que verifica se o serviço obedece os parâmetros.”
A construtora também adotou novos documentos como ‘termo de recebimento de obra’ e ‘termo de vistoria’, que são assinados pelo cliente no ato da entrega do serviço. “Assim, tudo fica documentado. Também temos procedimento de atendimento na recepção e para recebimento de reclamação.”
Desde 2013, a Damata participa do Minha Casa Minha Vida. “Hoje, o volume de serviços públicos representa 80% dos negócios. Sem a crise, estaríamos com oito obras. Mas estamos com três, suficientes manter a empresa com os seus 78 funcionários diretos.”
O diretor afirma que evita trabalhar com terceirizados justamente para manter a qualidade dos processos. “Recentemente criamos, por nossa conta, sistema de controle de utilização de frota e de uso de ferramentas. Ter procedimentos facilita o trabalho e evita gastos. O valor investido na certificação é infinitamente menor que o valor agregado a empresa.”
Fundada em 1986, a Engeclam Engenharia, de Eduardo Moreira, obteve as certificações em 2005. “Não me aventurei a escrever os procedimentos sem que a empresa tivesse condições de aplicar. Passei cinco anos produzindo as instruções de trabalho e testando tudo.”



Moreira afirma que a certificação dá condições para a empresa se programar. “De 2000 para cá, a empresa triplicou de tamanho. Hoje, tenho uma média empresa que não faz obras públicas, só particulares. Trabalho com um público muito exigente. Com o tempo, a Engeclam passou a ser reconhecida e recebeu prêmio de excelência industrial. Ganhei porque comprovei ser possível um pequeno empresário conseguir produzir em escala industrial usando métodos construtivos com eficiência e qualidade”, afirma.
PARA DIFUNDIR O CONCEITO, MARCA VIRA FRANQUIA
undada em 2005, a AGQ Brasil nasceu com o objetivo de difundir entre pequenas e médias empresas os conhecimentos relacionados a gestão da qualidade e seus processos, que tornam as operações mais eficientes.
O fundador da consultoria, Evandro Ribeiro, diz que a ISO 9001 é uma norma mundial que surgiu em 1987 e passou por algumas atualizações, a última em 2008. “A norma promove a implantação de processos dentro das empresas com o objetivo de aumentar a satisfação do cliente e produzir melhorias na própria empresa.”
Na prática, o que melhora? Segundo ele, ocorre a redução do desperdício, porque a empresa certificada passa a fazer o controle de tempo e de materiais. “Também ocorre o aumento da produtividade. Pessoas bem treinadas aumentam a produção, impulsionando o crescimento do negócio.”
Ribeiro afirma que algumas empresas exibem a certificação como estratégia de marketing. “Esse aspecto pode e deve ser explorado, afinal, ser certificado por uma norma mundial prova ao mercado que a marca tem um diferencial.”



Segundo ele, órgãos federais, estaduais e municipais, além de algumas empresas privadas, exigem de seus fornecedores a certificação como pré-requisito. “É a chamada certificação compulsória. A ISO abre as portas para o mercado nacional e internacional”, destaca.
O empresário diz que a AGQ presta consultoria às pequenas e médias empresas para que obtenham as certificações. “Esse é o nosso público-alvo, já que os negócios de grande porte têm departamentos próprios para cuidar das certificações e programas de qualidade. Essas empresas investem pesado nisso e as pequenas e médias não têm condições de montar essa estrutura”, afirma.
Ribeiro conta que já atendeu um empreendimento no qual, além do dono, havia apenas um funcionário. “Não importa o tamanho do negócio, as diretrizes da qualidade podem ser adotadas por empresas de qualquer porte. Hoje, apenas uma a cada 850 empresas tem certificação no Brasil.”
Após obter a certificação, o consultor afirma que todas conseguem melhorar o desempenho. “Mas algumas atingem desempenho magnífico. Tenho clientes que após três anos de certificação transformaram a empresa em uma potência. Ao organizar os processos, tudo passa a funcionar de forma azeitada e os cronogramas são cumpridos no prazo. Não tem como dar errado”, avalia.
Neste momento de crise, Ribeiro diz que existem dois grupos de empresários. “Tem aqueles que consideram a qualidade uma despesa e estão cortando o processo de certificação. Outros, estão apostando nela como diferencial em relação aos demais. Depende do ponto de vista.”
O consultor conta que desde 2012 a AGQ virou franqueadora. “Somos a primeira franquia de consultoria. Eu estava muito preso viajando para pontos distantes do Brasil. A franquia foi uma solução. Ganho menos, mas ganho em escala.”
Para ser um franqueado, o investimento fica entre R$ 20 mil e R$ 50 mil.
Empresa de engenharia florestal contrata 80 pessoas em dois anos
Especializada em inventário florestal, a Inventar GMB, instalada em Lavras (MG), foi fundada em 2006 e obteve a certificação ISO 9001, voltada à gestão da qualidade, em 2010.
“Posteriormente, em 2012, obtivemos a ISO 14001, de gestão ambiental, que orienta o desenvolvimento e práticas de metas ambientalmente sustentáveis, importantes para uma empresa de engenharia florestal”, diz o diretor, Tiago Moreira.
Segundo ele, conquistar as certificações foi fácil pelo fato de a empresa ser pequena. “Tínhamos 12 funcionários e dois clientes. Não tivemos muitas dificuldades justamente por isso. Outro fato que nos ajudou foi o de já seguirmos padrões estabelecidos por nossos clientes, porém, nada era documentando.”

Moreira afirma que a partir da certificação a empresa criou procedimentos operacionais, de gestão da qualidade, e tudo passou a ser documentado. “Isso agregou muita eficiência ao negócio. Não tínhamos, por exemplo, um cadastro adequado e a ISO 9001 exige qualificação de fornecedores.”



O diretor afirma que a Iventar passou a ter critérios para a escolha dos fornecedores, ação que impede que as atividades parem por atraso na entrega de material. Ele diz que os procedimentos preconizados pela certificação passaram a fazer parte do dia a dia dos funcionários.
“Hoje, estamos com 90 colaboradores. Crescemos muito a partir de 2013, depois de complementamos o processo de certificação com a ISO 14001. Por trabalharmos com engenharia florestal, nosso negócio está ligado diretamente com questões ambientais. Ter certificação é um dos requisitos exigidos por nossos clientes.”
Segundo ele, fazer um inventário florestal implica em quantificar e avaliar a qualidade da floresta. “Inventariamos as florestas a partir do sexto mês após o plantio, até o momento do corte, que ocorre em cerca de cinco anos. A avaliação qualitativa é para verificar se não está ocorrendo ataque de pragas e se o crescimento das árvores está dentro do previsto”, explica.
Moreira conta que a madeira das florestas monitoradas pela Inventar são usadas na produção de celulose ou para produzir carvão utilizado por siderúrgicas. “Minas Gerais tem muitas siderúrgicas e todas estão sendo muito afetadas pela crise econômica. Felizmente, o segmento de celulose está ótimo. Hoje, clientes desse segmento demandam 80% dos serviços. Atendemos clientes do Espírito Santo e Bahia.”
Fonte: Estadão
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Prestadora de serviços na área de sinalização viária, a Sinal Sinalização observou, ainda em 2012, as exigências aumentarem cada vez mais durante as concorrências para os projetos, principalmente em relação aos órgãos públicos. Nesse momento decidiu que era hora de implementar um sistema de gestão da qualidade (SGQ) para a conquista da norma ISO 9001, o que aumentaria sua credibilidade e chances na conquista de novos negócios.
Para auxiliar neste projeto, eles contrataram a consultoria da AGQ Brasil, especializada em treinamentos, auditoria interna e consultoria em sistemas de gestão. Já no ano seguinte, a empresa conquistava a certificação ISO 9001.
De acordo com Mara Muniz, diretora administrativa e financeira da Sinal Sinalização, “todo o processo foi bastante tranquilo, mesmo em momentos nos quais a equipe se deparou com atividades desconhecidas, como o preenchimento das planilhas do pessoal de campo, tudo sempre foi contornado rapidamente.”
Outra certificação conquistada com o auxílio da AGQ Brasil foi o PQBP-H Nível A (Regimento SiAC). Atualmente, a Sinal Sinalização já está atualizando seu sistema de gestão com base na NBR ISO 9001:2015. “A certificação é importante para que possamos participar de licitações e ver nosso negócio crescer. Aumentamos nossa produtividade e reduzimos nossos custos com a conquista das certificações. Vimos nossa credibilidade aumentar e, com isso, elevamos nosso faturamento alcançando clientes de maior porte. Tudo isso começa com uma melhor organização da empresa até chegarmos aos resultados, inclusive financeiros, é um processo que vem de dentro pra fora”, finaliza Mara.
“Sabemos a importância das certificações dentro dos negócios de uma empresa. A Sinal Sinalização é exemplo de uma empresa que cresceu após essas conquistas. Trabalhamos sempre com o objetivo de tornar os processos e operações de uma empresa mais eficientes e eficazes”, explica Nayara Silva, diretora e Consultora da UNF Sul da AGQ Brasil.
Sobre a Sinal Sinalização – Empresa prestadora de serviços de sinalização viária, pintura de faixas em rodovias, confecção de placas de sinalização, implantação de sinalização de segurança e por condução ótica.
Sobre a AGQ Brasil – Sediada em Belo Horizonte e com escritório comercial em São Paulo e Brasília, a AGQ Brasil atua na área de consultoria, treinamento, auditoria e assessoria com foco em sistemas de gestão. Criada em 2005 por consultores independentes com o objetivo de levar à prática das empresas, conhecimentos e experiências que tornem a gestão da qualidade de seus processos e de suas operações mais eficientes e eficazes, em 2012 a empresa entrou para o ramo de franquias com o objetivo de conseguir atender todas as regiões brasileiras. São mais de 400 empresas atendidas e 100% certificadas entre aquelas que terminaram seus processos.
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Um marco para o mercado imobiliário, a publicação da NBR 15.575, em 2013, apresentou um novo direcionamento a construtores e projetistas ao estabelecer níveis mínimos de qualidade para as residências. Por outro lado, trouxe também grandes desafios, especialmente para o setor de moradias populares, que trabalha com margens apertadas e se viu obrigado a aprimorar seus projetos. Para auxiliar os empreendedores, o Ministério das Cidades lançou um conjunto de documentos com especificações para atendimento da norma nos projetos de Habitações de Interesse Social (HIS).
A iniciativa inclui também catálogos com uma série de fichas detalhadas de sistemas construtivos com ensaios de desempenho já aprovados, além daqueles que ainda estão em fase de avaliação. O material visa a ajudar o construtor a projetar, contratar e construir, financiado por instituições públicas, utilizando os quesitos da Norma de Desempenho.
O material é dividido entre os sistemas convencionais e inovadores, totalizando cinco cadernos com suporte para: 1) Especificações de desempenho para HIS; 2) Aplicação da especificação; 3) Recebimento e análise dos projetos, 4) Catálogo de desempenho dos sistemas e 5) Diretrizes e documentos técnicos (veja detalhes no quadro ao lado). O conteúdo foi publicado em novembro e está disponível no site http://app.cidades. gov.br/catalogo. O acesso é gratuito e requer cadastro dos usuários.
“A iniciativa é um avanço. Esperamos que, bem implementado, executado e fiscalizado, vai significar aumento da qualidade das habitações populares”, avalia Dionizyo Klavdianos, presidente da Comissão de Materiais da Câmara Brasileira da Indústria da Construção Civil (CBIC).
De acordo com Carlos Borges, vice-presidente de Tecnologia do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP), o material facilitará o processo produtivo ao especificar de maneira clara como seguir a NBR 15.575. “É como uma tradução da Norma de Desempenho, uma cartilha de aplicação. Tem muita gente com boa intenção de atender, mas enfrenta dificuldade porque faltam informações de fornecedores. Acho que a cadeia como um todo não estava preparada, mas está cada vez mais se preparando”, diz.
Ensaios

Um dos pontos fortes da iniciativa é o caderno “Catálogo de Desempenho de Subsistemas”, que apresenta fichas técnicas com o resultados de ensaios de desempenho de coberturas, pisos, vedações, esquadrias e guarda-corpos. O material foi criado com base em mais de 2 mil ensaios realizados por laboratórios do País. Deste total, cerca de 25% foram analisados e aprovados pelo Conselho de Tecnologia do Ministério das Cidades, órgão que reúne membros de instituições como CBIC, Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat) e Caixa Econômica Federal, dentre outras entidades.

                   

Fichas com desempenho de esquadrias, pisos, cobertura, vedações e guardacorpos prometem facilitar trabalho de projetistas

O site também disponibiliza as fichas de elementos cuja avaliação não foi concluída. A lista foi publicada para servir de referência a projetistas, com o alerta, porém, de que a aplicação destas soluções requer o acompanhamento de uma Instituição Técnica Avaliadora (ITA).
Borges acredita que este foi o primeiro passo para o Brasil formar um banco de dados tecnológico. “Hoje as empresas fazem seus ensaios individualmente, não divulgam os resultados e usam metodologias que, muitas vezes, não atendem às normas. É um processo lento e gradual de aculturamento e de evolução”, observa.
Com a compilação dessas informações em um catálogo, a iniciativa deverá contribuir para o corte de gastos. Ao acessar resultados de ensaios, o construtor não terá que encomendar os testes por conta própria, o que ocorre em muitos casos e onera o custo de produção. “É uma economia de tempo e de dinheiro, principalmente em um País como o nosso, onde aprovar sistemas inovadores costuma ser demorado”, comenta Klavdianos.
Para os próximos anos, é possível ampliar o catálogo. “A inclusão de mais resultados de ensaios vai ocorrer paulatinamente com o amadurecimento do setor e com a percepção da indústria de que seus produtos precisam ser ensaiados, para que a qualidade e o desempenho possam ser divulgados, gerando confiança para sua utilização”, afirma a engenheira civil Luciana Oliveira, responsável pelo Laboratório de Componentes e Sistemas Construtivos do Centro Tecnológico do Ambiente Construído (Cetac), no IPT.
Além de aliviar os custos, o guia incentiva a cultura do cumprimento de normas. “O setor tem cerca de 200 mil empresas, mas quase 90% delas são pequenas. Muitas não têm uma cultura de cumprimento de normas. Isso (o guia) facilita muito”, complementa Borges.
Integração

O conjunto de especificações tende também a fomentar a aproximação dos agentes da cadeia produtiva. Os fabricantes de materiais dizem ter sofrido grande impacto com o início da vigência da NBR 15.575 devido à necessidade de iniciar a busca por soluções para adaptar o desempenho de seus produtos. Isso porque as fabricantes de materiais, em sua maioria, são especializadas na produção de materiais e componentes avulsos, e não de subsistemas. Assim, um mesmo produto pode ser especificado para utilização em inúmeras combinações.
“Como as avaliações de requisitos de desempenho não estão relacionadas a componentes específicos, e sim aos subsistemas e à edificação como um todo, fica clara a necessidade de maior integração dos agentes da cadeia produtiva”, explica Walter Cover, presidente da Abramat.
Dentro dessa mesma mentalidade, os documentos de especificações desenvolvidos pelo Ministério das Cidades incluem também um caderno dedicado aos agentes responsáveis pelos financiamentos de moradias populares. O caderno “Recebimento e Análise dos Projetos” apoiará os profissionais da Caixa e do Banco do Brasil a identificar se os empreendimentos protocolados nas instituições em busca de recursos atendem, de fato, às normas de desempenho. “Para agentes financeiros, é um critério objetivo e transparente de análise e escolha”, afirma Vera Fernandes Hachich, sócia-diretora do laboratório Tesis.
O que dizem os manuais
Os documentos de desempenho técnico para Habitação de Interesse Social (HIS) foram elaborados ao longo dos dois últimos anos pela Secretaria Nacional de Habitação (SNH), do Ministério das Cidades, sob a coordenação da Fundação de Desenvolvimento Tecnológico da Engenharia (FDTE), apoio da Caixa Econômica Federal e parceria com diversos integrantes da construção civil, inclusive representantes do próprio setor produtivo.
Os cadernos estão divididos em dois grupos:
Sistemas convencionais
São aqueles com tradição de uso no território nacional e cujos componentes possuem norma técnica brasileira. Conta com quatro cadernos:
– “Especificações de Desempenho nos Empreendimentos de HIS Baseadas na ABNT NBR 15.575 – Edificações Habitacionais – Desempenho”. Apresenta as especificações do Ministério das Cidades para HIS que substituíram as especificações mínimas vigentes até antes da publicação da norma
– “Orientações ao Proponente para Aplicação das Especificações de Desempenho em Empreendimentos de HIS”. Traz esclarecimentos para cumprimento das especificações. É destinado para quem desenvolve empreendimentos, como projetistas, incorporadores e construtores
– “Orientações ao Agente Financeiro para Recebimento e Análise dos Projetos”. Também traz esclarecimentos para cumprimento das especificações. Neste caso, porém, é destinado a profissionais da Caixa e do Banco do Brasil, que analisam projetos com demanda de financiamento
– “Catálogo de Desempenho de Subsistemas”. Apresenta fichas de sistemas, subsistemas e elementos construtivos que atendem aos requisitos da norma, segundo ensaios já realizados por laboratórios do País e aprovados pelo Conselho de Tecnologia do Ministério das Cidades
NA WEB
O guia está disponível no endereço: http://app.cidades.gov.br/catalogo. O acesso é gratuito e requer apenas o cadastro dos usuários.

Fonte: Revista Pini
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Segunda, 07 Março 2016 08:39

Diniz Camargos

No dia  02/03/16 foi realizada a Auditoria de Avaliação do Sistema de Gestão da Qualidade da Construtora Diniz Camargos. A Auditora Silvia Amorim recomendou a organização a manter seus certificados devido excelente atendimento aos requisitos determinados na NBR ISO 9001:2015 e Regimento SiAC – PBQP-H.
Parabenizamos o empenho e dedicação de toda equipe Diniz Camargos, que vem buscando todos dias melhorar suas atividades visando sempre beneficiar e satisfazer o cliente.
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Sábado, 31 Dezembro 2016 09:13

Feliz 2017 !

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